come to my window, crawl inside


Tranquei-a e levei junto comigo a chave para um local onde sabia que mais ninguém a descobria. Teimoso e sempre cheio de razão, descobriste, sopraste o pó de anos eternos do peitoril e, sempre com a certeza do que fazes, abriste a janela. Eu deixei e assisti a tudo.

Alturas há em que chove, dias frios e outros de breu completo. Mas não esqueço todos os dias em que o sol ofusca os meus olhos e me aquece o rosto. Assim como também não esqueço a quantidade de vezes em que me deixo aninhar nas nuvens ou quando me deixo abraçar pelas árvores. Tudo como se fosse um belo poema de Caeiro, bucólico e meloso como deve ser. Um poema em condições.

Uma janela que finalmente se abre depois de um corredor ter trancado cinquenta mil portas. Deixa entrar a brisa, e deixa o vento levantar os livros e os papéis espalhados. Só assim sei que é verdadeiro. Deixa a janela aberta...tem o fecho partido. Desculpa, fui eu que o parti.

Tudo isto para dizer que me fazes feliz.

Abro-te a janela dos meus sonhos - podes entrar.
Ah, afinal já cá estás :)


4 comentários:

Anónimo disse...

:D :D :D :D :D

bruno disse...

Tinhas razão... O The Fountain é... do outro mundo! ;)

inocência perdida disse...

Rodrigo Leão uma grande escolha...melhor que essa só mesmo o Ruinzaghi!!

Gosto-vos e quero-vos num altar bem pertinho de mim...
Prometo infernizar vossas vidas!!

Deixem-me acreditar...

Rita Jorge disse...

Nao queredno imitar o cometário do anónimo, mas apetece me apenas isto:

=)

(beijinhos!*)